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Saudade e Adeus - Tatiana Madjarof Bussamra - Página Inicial

 

 Saudade e Adeus

 

O Consolo

 

 

 Um dos maiores serviços que o Espiritismo presta à Humanidade é o consolo.

O consolo de sabermos os porquês da vida: Por que nascemos? Por que sofremos? Por que morremos?

E, quanto a esta última indagação, o conhecimento da vida após a morte representa um dos maiores avanços já conseguidos pelo homem.

Quem de nós nunca chorou pela morte de uma pessoa amada?

Os mais insensíveis, os mais materialistas, tanto quanto os mais descrentes, não importando o tamanho da sua descrença, sofrem pela perda de alguém.

É porque o amor e as pessoas amadas dão significado à nossa vida.

Muitos filósofos materialistas chegaram a afirmar que a vida não vale a pena porque é somente o conjunto de alguns anos de dor que culminam com uma dor maior, a morte.

Outros tantos sonhadores levaram a vida inteira à procura da fonte da juventude, que lhes garantiria vida eterna.

Finalmente, outros ainda esconderam suas mágoas contra a morte, numa frieza superficial, forçando a aceitação de uma fatalidade que a própria razão humana repele.

Allan Kardec expressou muito bem o significado da vida além da vida na seguinte analogia:

Um grupo de pessoas zarpou, numa embarcação, para alto mar.

Os dias passaram e a notícia chegou inesperada: o barco fora tolhido por um naufrágio, não restando sobreviventes.

Todavia, todos os viajantes haviam sobrevivido ao naufrágio e agora viviam numa ilha desconhecida e isolada.

Ao cabo de algum tempo, uma equipe de pesquisadores do mar defrontou-se com a ilha, descobrindo que os ditos mortos ainda viviam. 

Retornando ao porto, narraram a descoberta.

Alguns se felicitaram, outros, contudo, duvidaram, exigindo provas.

*   *   *

Assim é com relação à morte.

Os nossos familiares, os nossos amores, os nossos amigos que chamamos mortos, vivem, apesar de termos sepultado os seus corpos.

Assim como durante muito tempo existiram na Terra regiões jamais imaginadas, existem essas regiões espirituais, para onde foram os seres que amamos e para onde todos nós igualmente retornaremos um dia.

Portanto, se a dor da perda de alguém está lhe aturdindo o coração, mude o seu ponto de vista, porque, na realidade, não houve perda, apenas uma separação momentânea.

Não é errado sentir saudade, pelo contrário, é demonstração de afeto.

Só não é justo matarmos em nossos pensamentos de desespero, pessoas que, após a morte, vivem e sentem também saudade.

Não haveria sentido no Universo se a morte fosse o fim.

Você pode acreditar se quiser, e você pode desacreditar, se conseguir, porque, se você parar para pensar, vai descobrir que não pode ser diferente.

A vida continua após a morte, e vai continuar, mesmo que você se recuse a aceitar.

*   *   *

Francisco Cândido Xavier transmitiu milhares de comunicações de Espíritos que forneceram detalhes íntimos de quando estavam vivos e que receberam confirmação dos familiares.

Muitas dessas comunicações podem ser encontradas em vários livros, com o depoimento dos familiares, que comprovam a sua autenticidade.

Todas essas pessoas não poderiam ter sido iludidas ao longo de tantos anos.

Pense nisso, mas, pense agora!

 
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.
Em 11.01.2009.
 

   

 
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Sissym - Blog Zoom - Idéias da Fada Sem Fim - 08/06/2010 - 16:13 h.

Eu creio que neste sentido, oferecido pelos ensinamentos do espiritismo, podemos encontrar consolo, porque é muito difícil superar perdas sem onde colocar nossos sentimentos para serem acalentados.


Valéria Mello - Histórias & Estórias - 08/06/2010 - 19:22 h.

Quando você diz que o amor e as pessoas amadas dão significado à nossa vida, eu me derreto mesmo. Vou às lágrimas.
Perdi os meus pais num rompante da morte e muitas pessoas amadas estão espalhadas por ai, distantes do meu dia-a-dia.
Sinto sim, que são por elas - e muito por elas - que a nossa vida tem sentido. Gosto de pensar que nada é em vão, e que por pior que possa parecer, tudo, mas tudo mesmo, é para o bem.
Bjs.

Valéria.


Lilian Candello Salvadori - Blog da Vovó Lili - 08/06/2010 - 20:34 h.

Olá querida amiga Rô,

Magnífico o texto que publicou. Felicito-a pelo post.
Sim, querida, a vida continua, pois a vida é eterna.
O texto oferece ensinamentos que dão amparo e segurança da vida eterna.
Assim como no texto, muitos exigem prova, até mesmo da existência de Deus, pelo simples fato de não o verem.
Sentimos a ausência das pessoas que nos são queridas e que já foram para a morada celestial, mas Deus nos dá o conforto e o consolo de sabermos que a "separação é momentânea", mas que um dia todos se encontrarão porque a vida é eterna.

Beijos amada e fique com a paz do Senhor!
Carinhoso e fraterno abraço,
Lilian.

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3: 16.

"Em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida". João 5: 24.

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor". Romanos 6: 23.


Madresgate - Poesias & Fatos - 08/06/2010 - 23:56 h.

"Menina"

Saudade é uma palavra que exprime todo um sentimento cheio de razão, poder, afeto dentre outros que nos fazem sofrer em vida.
Este sofrimento atua de maneira benéfica pois nos eleva a um plano entre a razão e a emoção, nos dando a certeza de que se amamos em vida, continuaremos amando após a desencarnação.
É certo que frases e textos ditados ou escritos por Chico Xavier em muitas oportunidades foram motivos de debates entre os descrentes, mas com a confirmação de fatos como você cita em seu texto, passou a ser respeitado como doutrina no mundo inteiro.
Devemos sempre viver todos os momentos em vida, e após esta dar continuidade em um plano espiritual maior.
Temos saudades sim, aqueles que já se foram também, falta apenas uma forma de contato real para que muitos possam acreditar.
Parece coincidência, mas meu último post esta relacionado a seu texto de uma certa forma.

Parabéns pela apresentação

Um forte abraço.
Mad.


Ebrael Shaddai - Memórias de Ebrael - 09/06/2010 - 00:14 h.

Oi, Rosana!

Talvez o avanço real fosse a compreensão científica a rigor sobre a sobrevivência da alma, embora no Ocultismo acreditemos que a personalidade-alma venha a se desfazer com o tempo após o desencarne. Sobreviveriam apenas os registros akáshicos (astrais) inerentes a uma unidade espiritual, esses sim "ressuscitados" pela ocasião da reencarnação.

Na verdade, os povos antigos já detinham conhecimentos avançados sobre a sobrevivência da alma, após a morte. Posteriormente, a civilização se super-materializou e o conhecimento do Invisível foi relegado ao campo das superstições pela Ciência e para o campo da demonologia, pela Igreja.

Sobre a sua reflexão, vou ser sincero, ok? Nada de polêmicas ou objeções, apenas observações concernentes. Acho plausível que se mantenha a memória, inclusive a presença do ente em nosso meio, mas pelo tempo devido, nada além disso. Para nós, que cremos na sobrevivência e no convívio com as almas desencarnadas, seria natural aceitar o prazo de erraticidade antes do desencarne. Mas e depois?? Estamos preparados para nos desapegar?? Eu não sei, sinceramente!!

Bjs e ótima noite!

Do amigo,

Ebrael.


Geraldo - Blog do Pharis - 09/06/2010 - 15:30 h.

Olá Rosana,

Esta matéria é de um lirismo, como se o consolo fosse uma suave a nos enviar a voz de entes que já voltaram para o plano astral. Muito bom

Abraço.


           


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