SERVIÇO DESINTERESSADO - MOMENTO ESPÍRITA - PORTAL ESPÍRITA E FILOSÓFICO SAUDADE E ADEUS
Saudade e Adeus - Tatiana Madjarof Bussamra - Página Inicial

 

 Saudade e Adeus

 

Serviço Desinteressado

 

 

 Foi durante um período de férias. Carlos havia se dirigido a um acampamento isolado, com a família. Quando se deu conta, o carro estava enguiçado. Tentou dar a partida e nada. Caminhou para fora do acampamento, muito nervoso. Pelo caminho ía descarregando a sua raiva com palavras grosseiras, que foram abafadas pelo cantar das águas do riacho próximo.

O problema era bateria descarregada e Carlos resolveu ir até a vila a pé. Eram alguns quilômetros de caminhada.

Duas horas depois, com um tornozelo torcido, ele chegou a um posto de gasolina.

Como era domingo de manhã, o lugar estava fechado. Mas havia um telefone público e uma lista telefônica quase se desmanchado. Ele telefonou para a única companhia de auto-socorro da cidade vizinha, que ficava a uns 30 km de distância.

Um tal de Zé atendeu e o acalmou. Ele deveria chegar ao posto de gasolina, mais ou menos em meia hora.

Enquanto esperava o socorro chegar, Carlos ficou a imaginar quanto aquilo tudo lhe deveria custar. Finalmente, um reluzente caminhão-guincho chegou e eles foram para a área do acampamento.

Quando o Zé saiu do caminhão, Carlos o observou e ficou espantado. Zé tinha aparelhos na perna e andava com ajuda de muletas. Ele era paraplégico.

Enquanto se movimentava, Carlos ainda pensou qual seria o preço de tamanha boa vontade.

Mas Zé era um sujeito animado. Enquanto foi providenciando a carga elétrica para a bateria, distraiu o filhinho de Carlos com uns truques de mágica.

Tudo pronto. Carro funcionando, Carlos perguntou quanto devia.

Nada, respondeu Zé.

- Não é possível, falou Carlos. Hoje é domingo, tirei você de seu descanso, você rodou tantos quilômetros, resolveu meu problema. Preciso lhe pagar.

- Não mesmo, disse o Zé. Há alguns anos, alguém me ajudou a sair de uma situação pior do que esta, quando perdi as minhas pernas. E tudo o que o sujeito que me auxiliou disse, ao final foi: passe isso adiante. Você não me deve nada. Apenas se lembre de passar isso adiante, quando tiver uma oportunidade.

- E então, hoje, tive a oportunidade de lhe ajudar. Foi ótimo. Vá para sua casa, com sua família e quando puder, ajude alguém, porque precisamos sempre uns dos outros.

 

 

*  *  *

Nunca deixe de ajudar a quem quer que seja.

Para isso você não precisa de dinheiro, posição social relevante ou poder.

Pode ajudar pela palavra gentil que gera estímulos preciosos.

Pode ajudar auxiliando seu vizinho com as crianças, enquanto a mãe delas se encontra em recuperação, no hospital.

Pode ajudar encaminhando alguém a uma instituição própria para socorro devido, se não puder socorrer você mesmo.

Pode, enfim, se tornar, onde se encontre um microfone fiel a serviço do bem, auxiliando os caídos a se erguerem, os adormecidos a despertarem, os errados a se corrigirem e os agressivos a se acalmarem.

Assim agindo, descobrirá que a sua vida possui um grande significado e que a sua tarefa principal é servir e servir sempre.

 
Fonte: Vida Feliz – cap. CLXXXVIII
História recebida pela internet, sem menção a autor.
 

   

 
  Anterior Retornar Para Mensagens

Próxima

 
 

Digite Aqui o Que Você Procura

 

SIGA O SAUDADE E ADEUS NO TWITTER

Siga o Saudade e Adeus no Twitter

 
 

 

 

A caixa de comentários do IntenseDebate só poderá ser visualizada corretamente se você estiver usando os navegadores Firefox Mozilla ou Google Chrome.

 

Fábio Lúcio - Fábio Lucio Blog - 27/05/2010 - 17:15 h.

Amiga, não podia deixar de comentar... Lindo! O texto, e a atitude de colocá-lo aqui para nós.


Fernandez - Ortiz - 27/05/2010 - 17:50 h.

Linda mensagem amiga Rô.
Esse tipo de corrente do bem é sempre iluminada.
Um gesto de bondade sempre gera bondade. E faz bem para o coração. :-)
Gostei muito do post.
Beijo no coração,

Fernandez.


Assis Azevedo - 27/05/2010 - 18:13 h.

Minha amiga Rosana,

O tal do Zé foi o anjo enviado por Deus, para acudir vocês. Excelente história e que nos deixa a reflexionar na vida. Nós precisamos de todos. Parabéns. Assis Azevedo.


Roniel A. Julio - Blog do Roni - 27/05/2010 - 18:19 h.

Amiga Rosana, esse texto é um grande exemplo a ser seguido. Devemos ajudar a todos que precisarem, mas nunca devemos querer receber algo por uma ajuda desinteressada, caso contrário, não terá o menor valor essa ajuda. Abraços. Roniel.


Cremilda - 27/05/2010 - 21:05 h.

Entendo bem o que diz, e de uma certa forma minha vida se resume a isso: a servir. Todos dizem que sou guerreira, pois no mundo em que vivemos são poucos os seres humanos que ajudam alguém, mesmo que seja com palavras e não lhe custem nada.


Madresgate - Poesias & Fatos - 27/05/2010 - 22:36 h.

"Menina"

Linda mensagem com uma porção de solidariedade e otimismo.
Muitas histórias se escrevem usando o mesmo contexto desta que você nos apresenta.
Já li várias, mas, o exemplo e a reflexão que elas nos clamam é algo que não tem valor que pague.
Ajudar alguém necessitado, muitas vezes, pode ser até classificado como bondade, sendo que ao fazermos isto com o coração se torna um ato de solidariedade, e para este não tem preço, é o coração quem manda.
Adorei sua postagem.
Parabéns.

Um forte abraço.
Mad.


Senhor da Vida - Senhor da Vida - 28/05/2010 - 02:35 h.

Linda mensagem. Ser generoso é ser humano!


           


Elaborado e Idealizado por Rosana Madjarof - Todos os Direitos Reservados - Política de Privacidade