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Saudade e Adeus - Tatiana Madjarof Bussamra - Página Inicial

 

 Saudade e Adeus

 

A Inveja

 

 

 Viajava através das aldeias ensinando o bem.

Chegando a noite, e estando nas montanhas, sentiu muito frio. Buscou um lugar para se abrigar.

Um discípulo jovem ofereceu-lhe a própria caverna. Cedeu-lhe a cama pobre, onde uma pele de animal estava estendida. O monge aceitou e repousou.

No dia seguinte, quando o sol estava radiante, e ele deveria prosseguir a sua peregrinação, desejou agradecer ao jovem pela hospitalidade. Então, apontou o seu indicador para uma pequena pedra que estava próxima, e ela se transformou em uma pepita de ouro.

Sem palavras, o velho procurou fazer que o rapaz entendesse que aquela era a sua doação, um agradecimento a ele. Contudo, o rapaz se manteve triste.

Então, o religioso pensou um pouco. Depois, num gesto inesperado, apontou uma enorme montanha, e ela se transformou inteiramente em ouro.

O mensageiro, num gesto significativo, fez o rapaz entender que ele estava lhe dando aquela montanha de ouro em gratidão, porém, o jovem continuava triste.

O velho não pôde se conter e perguntou:

─ Meu filho, afinal, o que você quer de mim? Estou lhe dando uma montanha inteira de ouro.

O rapaz apressado respondeu:

─ Eu quero vosso dedo!

A inveja é um sentimento destruidor, e que nos impede de crescer.

Invejamos a cultura de alguém, mas não nos dispomos a permanecer horas e horas estudando, pesquisando, simplesmente invejamos.

Invejamos a capacidade que alguns têm de falar em público, com desenvoltura e graça, contudo, não nos dispomos a exercitar a voz e a postura, na tentativa de sermos semelhantes a eles.

Invejamos aqueles que produzem textos bem elaborados, que merecem destaque em publicações especializadas, no entanto, não nos dispomos ao estudo da gramática, muito menos a longas leituras, que melhoram o vocabulário, e ensinam construção de frases e imagens poéticas.

Enfim, somos tão afoitos quanto o jovem da história que desejava o dedo do monge, para dispor de todo o ouro do mundo, sem se dar conta que era a mente que fazia as transformações.

Pensar é construir. Pensar é semear. Pensar é produzir.

Vejamos bem o que semeamos, o que produzimos nas construções de nossas vidas com as nossas ondas mentais.

No lugar da inveja, manifestemos a nossa vontade de lutar para crescer, com a certeza de que cada um de nós é inigualável, o que equivale a dizer que somos únicos, e que ninguém poderá ser igual ao outro.

Cada um tem seus tesouros íntimos a explorar, descobrir e mostrar ao mundo.

Quando pensamos, projetamos o que somos.

Pensemos melhor.

Pensamento é Vida!

 

Equipe da Redação do Momento Espírita.

 

   

 
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Roniel A. Julio - Blog do Roni - 20/05/2010 - 02:16 h.

Amiga Rosana, um texto de excelência ímpar! Uma grande lição de vida, onde precisamos saber aceitar com humildade o que a vida nos oferece, e também devemos fazer por merecer aquilo que desejamos, pois a inveja é um caminho sem volta, que carrega junto de si o rancor, a mágoa, a ingratidão... Parabéns por postar esse maravilhoso texto. Abraços. Roniel.


Edison Gil - Clara Luz do Meu Pensar - 20/05/2010 - 02:34 h.

Saudações Rosana,

Que texto extraordinário! Fiquei fascinado com a reflexão e a qualidade contida nele. Parabéns por esse post fantástico.



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