AS APARÊNCIAS ENGANAM - MOMENTO ESPÍRITA - PORTAL ESPÍRITA E FILOSÓFICO SAUDADE E ADEUS
Saudade e Adeus - Tatiana Madjarof Bussamra - Página Inicial

 

 Saudade e Adeus


 

 

As Aparências Enganam

 

 
 

 Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de 8 anos de idade.

Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras e francamente malquista pelos professores.

Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar...

Sem carinho, sem afeto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.

O Diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.

E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.

O Diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.

Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.

E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.

De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O Diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.

Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:

A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você.

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.

Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

* * *

Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.

E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.

Uma antiga e sábia oração dos índios Sioux roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos. Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

* * *

Você Sabia?

Nenhuma pessoa é essencialmente má.

Isso porque todos nós temos, na intimidade, a Centelha Divina que é o amor em gérmen.

Assim sendo, potencialmente todos somos bons, basta que nos esforcemos para fazer brilhar essa chama sagrada depositada em nós pelo Criador. 

Jesus conhecia essa realidade, por isso afirmou: Vós sois deuses e noutra oportunidade insistiu: Brilhe a vossa luz.

 

Redação do Momento Espírita, com base em história
 publicada em Seleções Reader’s Digest, de maio de1945.
 Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.
 Em 31.01.2010.

 

   

 
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Valéria Braz - Sobre Tudo Um Pouco - 10/03/2010 - 13:58 h.

Rosana, que bela mensagem amiga... infelizmente temos o péssimo hábito de PRÉ julgar as pessoas.
Mas todos nós já tivemos surpresas com estes pré julgamentos..., mas será que aprendemos?!
Beijo no coração.


Franci - 10/03/2010 - 16:06 h.

Fiquei muito comovida, cheguei as lágrimas. Uma das piores coisas que o ser humano pode fazer é isso, ter uma idéia pré-concebida sobre outra pessoa, sem ao menos lhe conhecer. Quando nós pré-julgamos uma pessoa, automaticamente, nós a condenamos. Não faça com os outros o que não quer para si.


Fernandez - Orsty - 10/03/2010 - 16:38 h.

Olá Rosana querida!
Muito bonito texto. O ser humano tem mesmo este hábito horrível de pré julgar as pessoas.
Ótima postagem.
Beijo no coração.


Joana - Artes da Fadinha - 10/03/2010 - 16:50 h.

Rosana
Excelente postagem! Quem somos nós para julgar os outros?!...
Mas nós temos o mau habito de julgar as pessoas pela aparência e depois nos arrependemos .
Beijnhos.
Joana.


Luísa - Artes e Manhas - 09/03/2010 - 18:48 h.

Rosana,

É uma boa lição minha amiga. Quantas vezes, por nenhum motivo aparente pensamos que não temos afinidades com A ou B, apenas porque algo nos desagradou?

Beijinhos.
Luísa.


Príncipe Encantado - Mensagem Para Nós Dois - 11/03/2010 - 10:30 h.

É! As pessoas se deixam levar por nada, pois o importante é o que temos dentro de nós, nosso caráter.
Abraços forte.


Madresgate - Poesias e Fatos - 11/03/2010 - 13:36 h.

Ola "Menina"

Oi nóis aqui traves...

Parabéns por sua bela postagem.
Concordo plenamente com você.
Não podemos jamais julgar as pessoas simplesmente pelas aparências.
Geralmente isto acontece tendo em vista que não damos o mínino de valor para aqueles que se apresentam pela primeira vez a nós.
Se seguíssemos os menores princípios de sociabilidade, poderíamos entender que as aparências muitas vezes não retratam a personalidade real de uma pessoa.
Algo longo de minha existência, conheci diversas pessoas que muitas vezes se mostram "fechadas e frias" e em algumas oportunidades me afastei por entender que não seria válido me aproximar, mas com o passar do tempo, entendi que esta minha atitude na maioria das vezes era totalmente equivocada.
Passei então a avaliar de uma forma diferente todos aqueles de que me aproximo, e, pude perceber que este sim seria o caminho.
Hoje convivo com pessoas que jamais imaginaria poder conviver.
Valorizo cada atitude das pessoas que me rodeiam, e desta forma avalio todo potencial de cada uma delas.
Uma vez me deparei com uma jovem que apresentava cabelos rebeldes, um rosto "fechado", palavras ásperas e uma revolta pela vida muito grande; quando passei a conversar com ela me disse "não quero papo com você", insisti e após algumas palavras ao longo de uma pequena conversa, consegui entender aquela personalidade não indiferente, a mesma passava por sérios problemas de saúde e se sentia revoltada com a vida por não possuir ajuda adequada para seu problema.
Ao me interar totalmente de seu problema indiquei algumas pessoas que de certa forma poderiam ajudar.
A partir deste momento ela passou a se transformar e a valorizar sua vida e das pessoas ao seu redor de uma maneira mais amigável, e finalizando hoje somos verdadeiros e eternos amigos.
Seu problema foi solucionado e hoje me agradece todos os dias por ter me encontrado.
Esta sim é verdadeira valorização e reconhecimento.
Por isso não devemos tirar conclusões precipitadas, pois cada um carrega suas dificuldades e às vezes expressam na aparência e atitudes suas revoltas, devemos avaliar com cuidado e principalmente com carinho para entender cada um
Parabéns pela postagem.
Um forte abraço.
Mad.


Sissym - Blog Zoom - Idéias da Fada Sem Fim - 13/03/2010 - 18:54 h.

Rosana, lendo as frases iniciais lembrei-me de minha filha que não está feliz na escola, não consegue fazer amizade, não consegue se sentir feliz. De má ela nada tem... mas fiquei pensando que ela vive na solidão de alguma maneira. Beijos.



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